sábado, 24 de maio de 2008

Quando escrevo é como espinha de peixe.

Quando escrevo, é como quem engoliu uma espinha de peixe, uma irritação na garganta, e o corpo rejeitando um corpo estranho, tentando por pra fora a golfadas. Quando escrevo não é como o amor amadurecido e tranqüilo de quem passou a vida junto, e não é como a euforia da criança que espera a primeira bicicleta. É mais como a comida que não caiu bem no estomago, como estar onde não se quer estar em meio a estranhos, uma festa em que não se quer estar e é deixado de lado, a sensação de trabalhar com o que não gosta, no lugar onde não quer, como a alergia q se espalha coçando e a coceira que espalha a alergia, como uma ânsia de vomito, como o gole de leite azedo, como o cisco no olho, a farpa no dedo, o prego no pé, as engrenagens de dentes diferentes, como a vida sem música, como o espírito inquieto, como ouvir o não da pessoa q tinha dado como conquistada, como o beijo que não casa. Quando escrevo, escrevo assim: como espinha de peixe.

sábado, 3 de maio de 2008

HAIKAI

Te fiz um haikai
que voa e cai
por ser pequenininho.

Fiz mais um haikai

pra ver se distrai

o que está sozinho.